UM LEÃO MUITO PROSAICO NO JAMOR

O Sporting ficou na história, ao permitir o primeiro triunfo de uma equipa da ll Liga em 87 edições da Taça de Portugal, uma conquista ainda mais escandalosa, pelos contornos do Torreense estar a meio de um play-off e mesmo assim, com menos dias de descanso ter derrubado um Sporting que há poucas semanas atrás, discutia com o Arsenal a passagem às meias finais da Champeon League.

Ao leão faltou quase tudo, velocidade, intensidade, garra, organização estratégica e acima de tudo uma vontade férrea de ganhar a prova rainha das competições internas, disputada no mítico Jamor. Uma derrota humilhante, fechando uma época sem títulos. Nem as boas notícias vindas de Inglaterra, que davam a garantia da entrada direta na fase de grupos da Liga dos Campeões, apaziguaram os adeptos muito revoltados e que mostraram o forte descontentamento no final do jogo. O cansaço não explica tudo, até porque foi na atitude que a equipa mais pecou, com alguns jogadores a entrarem em campo com uma displicência inaceitável para uma Final, independentemente do adversário (deu a ideia que alguns pensaram que estava ganho).

Gonçalo Inácio fez uma exibição horrível, sendo batido varias vezes, é o principal culpado do 2-1. Pote voltou a não fazer o suficiente, falhou um golo cantado e pecou demais na hora de fechar. Diomande teve uma entrada inenarrável, tinha a cabeça sabe-se-la onde. Quaresma muito desastrado nas saídas, Geny Catamo falhou...tudo!!. Máxi termina muito mal a época, provoca o penálti bizarro e ainda foi expulso. Hjulmand resumiu-se no único disparo fora da área da equipa, digno desse nome. Morita, disse adeus ao Sporting com uma má exibição, brilhou num unico passe quando desmarcou o Pote na esquerda. Luís Guilherme parece regredir, será que vê a bola com espinhos? Quenda agitou e devia ter entrado mais cedo.Trincão tentou várias vezes remar contra a maré, mas a desinspiração ganhou-lhe de goleada. Suárez, o melhor elemento, andou mesmo assim aos repelões, sendo dos que mais tentou, fez o golo do empate e teve o 2-1 nos pés. Rui Borges fica ligado directamente à derrota, por ter trabalhado muito mal a questão mental, perante a importância de uma conquista, ter adoptado por uma estratégia confusa e que nunca soube dar-lhe um plano b, a equipa não ganhar a maioria dos lances de cabeça nas bolas paradas nas 2 áreas e ainda ter piorado a equipa com as substituições, com algumas delas a não fazerem sentido.
